ABRAJOF-ASSOC. BRASILª DE JORNALISTAS FILATÉLICOS

Este blog é um canal de comunicação entre a Associação Brasileira de Jornalistas Filatélicos-ABRAJOF e os seus membros e tem por finalidade principal transmitir aos Jornalistas Filatélicos informações necessárias para o bom desempenho de suas funções

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Arquivo de: Agosto 2006

18.08.06

Exposição Filatélica "110 Anos da Cidade de Bauru"

Evento: Exposição Filatélica "110 Anos da Cidade de Bauru"

Data: 19 a 27 de agosto de 2006

Horário:

Local: SESC-Bauru, Rua Aureliano Cárdia, nº 6-91

Organização: Clube Filatélico e Numismático de Bauru

Apoio: Correios - Diretoria Regional São Paulo Interior

Mais Informações: Edair, fone (14) 4009-3699 ou email edairmarcelo@correios.com.br

Comentários: Sede regional dos Correios, Bauru merece uma exposição à altura do seu porte. Paralelo ao evento, teremos também o lançamento de carimbo comemorativo e de selo personalizado comemorativo aos 40 anos do Clube Filatélico e Numismático de Bauru.

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  • Postado em 10:53:16

Encontro de Colecionadores - Bauru/SP

Evento: Encontro de Colecionadores - Bauru/SP

Data: 19 e 20 de agosto de 2006

Horário:

Local: SESC-Bauru, Rua Aureliano Cárdia, nº 6-91

Organização: Clube Filatélico e Numismático de Bauru

Apoio: Correios - Diretoria Regional São Paulo Interior

Mais Informações: Com Izídio, fone (14) 3224-2097

Comentários: Bauru é um pólo econômico regional muito forte e, apesar disso, carente de eventos filatélicos. Com certeza, este Encontro será coroado de êxito.

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2ª Mostra Didática de Filatelia

Evento: 2ª Mostra Didática de Filatelia

Data: 17 a 31 de agosto de 2006

Horário:

Local: Espaço Cultural Cantina D'Arte - Av. Peixoto de Castro, 536 - Lorena/SP

Organização: Clube Filatélico e Numismático de Lorena

Apoio: Instituto Santa Teresa e Faculdades Integradas Santa Teresa

Mais Informações: Com José Antonio B. Ferraz, email ferjos@uol.com.br

Comentários: Devido a grande repercussão da 1ª Mostra Didática de Filatelia, realizada no ano passado, repete-se a parceria entre o Clube Filatélico e Numismático de Lorena e as Faculdades Integradas Santa Teresa para a segunda edição, que este ano estará enfocando os temas Folclore e Arte.

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10.08.06

Emissão Viola-de-Cocho



VIOLA-DE-COCHO
Um dos ícones da cultura musical mato-grossense

A viola-de-cocho há mais de dois séculos tem um papel importantíssimo no cotidiano dos mato-grossenses, tanto como entretenimento, como objeto de louvação. É um instrumento musical da região do Pantanal Mato-grossense. Sua origem ainda não é bem definida, porém, estudiosos acreditam tratar-se de um instrumento derivado diretamente do alaúde árabe. No Brasil, é um dos modelos mais populares.
A viola-de-cocho recebe este nome porque é confeccionada em tronco de madeira inteiriço, esculpido de forma artesanal e escavado na parte que corresponde à caixa de ressonância no formato de uma viola, com cinco cordas. Suas cordas eram, originalmente, feitas de tripas de alguns animais, como o bugio e o ouriço-cacheiro. Atualmente, são feitas de fios de nylon. Chimbuva, sarã-de-leite, cedro, ou até mesmo mangueira, são algumas das madeiras utilizadas na sua confecção.
Diz a lenda que, um dia, na beira do rio Cuiabá, um artesão local conheceu um viajante que tocava algo parecido com um alaúde. Quando o forasteiro se foi, ficou a saudade da música. Na madeira leve que usava para fazer cochos, o ribeirinho moldou o formato do instrumento e cavou o oco. Fez a tampa com uma lâmina de figueira e as cordas com fibra de palmeira tucum. Quando lhe perguntavam o que era aquilo, respondia: "viola feita dum cocho".
Esse instrumento faz parte do contexto sociocultural da região pantaneira, símbolo de identidade e objeto de auto-sustentação na construção da cidadania desta comunidade de povos tradicionais. O instrumento integra o complexo musical, coreográfico e poético do cururu e do siriri, juntamente com o ganzá (reco-reco de taquara) e o mocho (banco cujo assento de couro é percutido com baquetas de madeira) cultivado por segmentos das camadas populares como diversão ou devoção aos santos católicos.
A relação entre a viola-de-cocho e as manifestações musicais e coreográficas acima referidas, vinculadas ainda a vários rituais e seus respectivos elementos materiais e simbólicos, é de caráter essencial e unívoco, não se podendo dissociar uma das outras.
Hoje, este instrumento musical pertence ao Patrimônio Cultural do Estado, por meio da Lei Nº 6.772, de 10/06/1998, da Assembléia Legislativa de Mato Grosso.
Em decisão proferida na 45ª Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do IPHAN, realizada em 1º de dezembro de 2004, o Modo de Fazer Viola de Cocho foi inscrito no Livro de Registro dos Saberes, com a devida menção ao complexo musical, coreográfico e poético do siriri e do cururu, em 10 de dezembro de 2004.

Trata-se de um elemento que compõe e  enriquece as culturas musicais brasileiras, que deve  ser historicamente assinalado, motivo pelo qual os Correios registram o instrumento em selo postal, com o objetivo de divulgá-lo em âmbito nacional e internacional.

João Carlos Vicente Ferreira
Secretário de Estado de Cultura

DETALHES TÉCNICOS

Edital Nº 8
Arte: Miriam Guimarães
Processo de Impressão: ofsete
Folha: 30 selos
Papel: Cuchê gomado
Valor facial: R$ 1,35
Tiragem: 1.020.000 selos
Picotagem: 11,5 x 12
Área de desenho: 35mm x 25mm
Dimensões do selo: 40mm x 30mm
Data de emissão: 22/8/2006
Local de lançamento: Cuiabá/MT
Impressão: Casa da Moeda do Brasil
Versão: Departamento de Produtos e Filatelia/ECT

SOBRE O SELO

Na imagem do selo, ao centro, em primeiro plano, encontra-se a viola de cocho, de forma a destacar a escultura artesanal feita no tronco de madeira e as cinco cordas, características do instrumento próprio do Estado do Mato Grosso. À esquerda e à direita são representadas, ao som da viola, o Siriri e o Cururu, manifestações típicas da região. A primeira, dançada especialmente por mulheres e crianças, em roda ou fila, batendo palmas ou levantando as mãos. Já o Cururu é executado especialmente por homens, que dançam e cantam em roda. No canto inferior direito a logomarca do Mercosul, por tratar-se de uma emissão de tema comum aos países membros do Mercado Comum da América do Sul.
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09.08.06

Emissão Homenagem aos Atletas Paraolímpicos


O Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) foi fundado em 1995, mas a origem do esporte para pessoas com deficiência no País remonta a 1958, com o surgimento de dois clubes de basquete em cadeira de rodas: Clube do Otimismo, no Rio de Janeiro, e Clube dos Paraplégicos de São Paulo, na capital paulistana.
Já na Paraolimpíada de Atlanta, em 1996, os resultados da administração do esporte paraolímpico brasileiro pelo CPB apareceram com a conquista de 21 medalhas (2 ouros, 6 pratas e 13 bronzes). Nos jogos seguintes, Sidney-2000, houve sensível melhora na qualidade das medalhas, sendo 22 no total (6 ouros, 10 pratas e 6 bronzes).
Em 2001, ocorre o grande marco na história do movimento paraolímpico no Brasil, com a entrada em vigor, no mês de julho, da Lei  10.264/2001, conhecida pelo nome de seus autores, Lei Angelo/Piva, que proveu os recursos necessários ao aperfeiçoamento de nossos atletas, e ídolos não tardaram a aparecer: Ádria Santos, uma das maiores velocistas cegas do mundo e recordista de medalhas para o Brasil, com 4 ouros e 8 pratas em cinco paraolimpíadas; Clodoaldo Silva, eleito melhor atleta do mundo pelo Comitê Paraolímpico Internacional, em 2005, consagrado nas piscinas de Atenas-2004, com 6 ouros e 1 prata; Antônio Tenório, judoca cego e tricampeão paraolímpico. Estes são apenas alguns exemplos da crescente profissionalização do esporte paraolímpico no Brasil, que culminou com 33 medalhas para o País nos Jogos de Atenas (14 ouros, 12 pratas e 7 bronzes). Com isso, ficamos na 14ª colocação geral e em 3º nas Américas, superando potências como Cuba, Itália e Portugal.
Na paixão nacional de nosso povo, mantemos a tradição de vitórias. No futebol de cegos, somos os atuais campeões mundiais e paraolímpicos, tendo nossa equipe o melhor jogador do mundo, segundo o Comitê Paraolímpico Internacional: João Batista. No futebol para paralisados cerebrais, somos vice-campeões paraolímpicos e mundiais, novamente com o melhor jogador do planeta, Leandro Marinho.
Com o fim da paraolimpíada, em 2004, veio o reconhecimento. Nossos atletas passaram a ser vistos como vencedores, exemplo de superação dos limites do corpo e da mente. A mídia foi parceira nessa batalha pela divulgação dos feitos brasileiros em terras gregas. Pela primeira vez na história, o País pôde acompanhar as performances de nossos campeões ao vivo pela TV. Para completar, jornais, revistas e sites na Internet engrandeceram nossas medalhas com uma cobertura nunca antes vista.
Em 2007, vivenciaremos mais uma grande competição, o Parapan-Americano do Rio de Janeiro. Em nossa casa, perto da torcida, os atletas têm tudo para fazer apresentações memoráveis. E, em 2008, fecharemos mais um ciclo com a Paraolimpíada de Pequim, na China. Com o apoio da patrocinadora oficial do Comitê Paraolímpico Brasileiro, traçaremos um programa de preparação eficiente para nossos atletas, com a meta de ficarmos entre as vinte maiores potências paraolímpicas do mundo.
Por tudo isso, é uma honra para o movimento paraolímpico brasileiro ser homenageado por um selo dos Correios.
Vital Severino Neto
Presidente - Comitê Paraolímpico Brasileiro

DETALHES TÉCNICOS

Edital nº 7
Arte: Roberto Yassuo Ito
Processo de Impressão: Ofsete com tinta especial dourada
Folha: 30 selos
Papel: cuchê gomado
Valor facial: R$ 0,55
Tiragem: 800.010 selos
Picotagem: 12 x 11,5
Área de desenho: 35mm x 25mm
Dimensões do selo: 40mm x 30mm
Data de emissão: 16/8/2006
Locais de lançamento: Brasília/DF, Rio de Janeiro/RJ e Natal/RN
Impressão: Casa da Moeda do Brasil
Versão: Departamento de Produtos e Filatelia/ECT

SOBRE O SELO

O selo apresenta na parte superior um verso do Hino Nacional Brasileiro, representando a superação dos atletas paraolímpicos em suas competições e atividades desportivas. A imagem principal destaca um atleta em sua cadeira, no formato de um triciclo, própria para competições em alta velocidade. O aquecimento durante a competição é demonstrado pela cor vermelha no atleta, empenhado na execução da prova. Ao lado, a logomarca do Comitê Paraolímpico Brasileiro. No canto inferior esquerdo estão aplicados três pictogramas representando, respectivamente, as competições de natação, atletismo e corridas de atletismo para cadeirantes, nas cores azul, laranja e verde, que significam água, sol e vegetação. As faixas que molduram o selo, nas cores verde e amarelo, dão o toque de brasilidade à emissão.
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  • Postado em 17:24:51